Cinema. Ed. 172

Os oito odiados (2016)

Foto: Reprodução/site b9.com.br

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O roteiro e a direção são de Quentin Tarantino. Seu oitavo filme é um western fora do comum, não há a bola de poeira que cruza a rua da cidade deserta quando os bandidos chegam, tampouco aquele calor torrencial. Tarantino investiu num faroeste diferente, talvez por isso tenha afirmado que John Ford odiaria seus filmes. O enredo é relativamente simples: John Ruth (Kurt Russell) é um caçador de recompensas que transporta uma prisioneira, no meio de caminho se encontra com um famoso bandido (Samuel Jackson) e lhe dá uma carona, porém são interpelados por uma terrível nevasca e se abrigam num armarinho onde encontram outros quatro homens que também se abrigam do mau tempo. A partir daí a trama se desenvolve com o característico jeito de Tarantino: escancarando tudo e todos. Apesar do filme se passar quase inteiro dentro do armarinho, não é lento, as várias narrativas dentro da narrativa principal (assim como em Pulp Fiction, filme do mesmo diretor) dão movimento e suspense.

Prenda-me se for capaz (2002)

Foto: Reprodução/site moviewallpaperpics.com

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Frank Abagnale Jr. (Leonardo DiCaprio) foi um dos estelionatários mais bem-sucedidos dos Estados Unidos. Começou sua carreira quando fugiu de casa e precisava de dinheiro para comer e dormir, após a separação dos pais. Foi co-piloto, médico e advogado. Gastou milhões de dólares em cheques sem fundo, tinha mansão e carros luxuosos. Antes de completar 18 anos era o maior falsificador dos Estados Unidos. Frank não contava, no entanto com Carl Hanratty (Tom Hanks), agente do FBI que fez de tudo para capturá-lo. O filme foi dirigido por Steven Spielberg e foi baseado numa história real.

Era uma vez no Oeste (1968)

Foto: Divulgação

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Se usar de dialética. Era uma vez no Oeste é a tese da antítese que é Os Oito Odiados. Dirigido por um dos criadores do western, o italiano Sergio Leone conta nesta película uma história de poder, vingança e empreendimento.
Por ser dono de terras onde a estrada de ferro passaria, um pai, junto com seus filhos, é assassinado por um matador profissional (Henry Fonda), no entanto, anos antes, de passagem por Nova Orleans, o pai havia se casado com uma meretriz, interpretada pela belíssima Claudia Cardinale, que consequentemente herdou as terras. A prostituta é protegida por um forasteiro (Charles Bronson) que tem contas passadas a acertar com o matador.

Que horas ela volta (2015)

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Foto: Reprodução/site cantodosclassicos.com

O filme conta a história de uma pernambucana que se muda para São Paulo para proporcionar uma vida melhor para sua filha. Torna-se empregada doméstica e acaba por criar Fabinho, filho de seus patrões. A película é feita de estereótipos que todos conhecem, mas a diferença é que a história é contada pela perspectiva de Val (Regina Casé, que está impecável no papel), a empregada: desde o enredo até as câmeras. Para o espectador uma angústia paira do começo ao fim. Que horas ela volta, que tem a direção de Anna Muylaert, mostra as contradições do Brasil, ora de maneira sutil, ora escancarada com os já falados estereótipos.

 

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