Cinema. Ed. 174

A hora e a vez de Augusto Matraga (1965)

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É um clássico de nosso cinema. Dos tempos que o Brasil fazia cinema. A hora e a vez de Augusto Matraga, o de Roberto Santos, é claro, não esse recente do Vicente Coimbra. O drama de Matraga, fazendeiro violento, emboscado, dado como morto, traído pela mulher, que se afoga na religiosidade e no conflito entre seu misticismo e a violência do jagunço Joãozinho Bem Bem, a seu serviço. Roteiro baseado na novela de Guimarães Rosa, assinado por Gianfrancesco Guarnieri. Música de Geraldo Vandré. Com Leonardo Villar, Joffre Soares, Maria Ribeiro, Maurício do Valle e Flávio Migliaccio. Desfrutem. Há um cópia integral na Internet.

Invasões Bárbaras (2003)

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Filme canadense dirigido por Denys Arcand (“O declínio do Império Americano”, 1986, “O Jesus de Montreal”, 1989, “Amor e Restos Humanos”, 1993, “A Era da Inocência”, 2007). São os últimos dias de um professor universitário, Rémy, que enfrenta doença terminal e decide aderir à eutanásia. Em reunião de amigos as reflexões sobre a vida, o quão desgastadas podem ficar as relações humanas subjugadas pelo pragmatismo do cotidiano, pela ditadura do ter, pela preocupação em angariar dinheiro, em ter sucesso profissional. O que resulta, muitas vezes, no ato de relegar as relações de criatura para criatura, a último plano.

Menina bonita (1978)

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Louis Malle foi transformar em poesia o tabu, o imoral em belo e por mais desconcertantes que sejam suas tramas, existe sempre algo de suave e humano em seus personagens. Pois ele fez um filme lindo sobre um homem de trinta anos que vive um romance com uma menina de onze. Não se assustem. Menina bonita é e não é um filme sobre pedofilia. Menina bonita é acima de tudo um filme sobre o amor. Mostra como o amor mais genuíno pode brotar em qualquer lugar e de muitas formas.

Laranja Mecânica (1971)

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Somos seres livres. Tudo bem, é irrefutável. Mas sabemos que podemos ser influenciados e condicionados e não exercermos a nossa liberdade primordial, o que não significa, necessariamente, escolhas corretas e moralmente aceitas. Até que ponto vale, ainda que seja para um bem maior, abdicar da liberdade de escolha? É o tema de Laranja Mecânica (A Clockwork Orange) de Stanley Kubrick, filme inspirado na obra de Anthony Burgess.

A bela da tarde (1967)

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Filme de Luis Buñuel. A bela da tarde mergulha no lado B das relações conjugais e submerge nas profundezas desconhecidas do desejo, por meio de uma aristocrática e aparentemente frígida dona de casa burguesa, interpretada pela belíssima Catherine Deneuve. Casada com um médico jovem, atraente e próspero financeiramente, que a trata com muito carinho, Séverine se compraz sexualmente com homens rudes e desconhecidos num bordel que frequenta durante as tardes.

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