Autor do impeachment diz que pedaladas são ‘crimes contra a pátria’

O jurista Miguel Reale Júnior

O jurista Miguel Reale Júnior. Foto: Câmara dos Deputados

 

Jurista Miguel Reale Júnior discursou na sessão desta sexta da Câmara.
‘Golpe’ é esconder dos brasileiros que o país ‘quebrou’, declarou jurista.

 

Por Nathalia Passarinho e Fernanda Calgaro
Do G1

O jurista Miguel Reale Júnior, um dos autores do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, afirmou nesta sexta-feira (15), no plenário da Câmara, que as pedaladas fiscais cometidas pelo governo não são “meras infrações administrativas”, mas, sim, “um crime contra a pátria”.

Ele disse ainda que Dilma cometeu um “golpe” ao “quebrar o país” e “mascarar” a situação econômica, para garantir a reeleição.

“Cismam os palacianos em dizer que [o impeachment] se trata de um golpe. Golpe se houve quando se sonegou a revelação de que o país estava quebrado. Golpe, sim, houve quando se mascarou a situação fiscal do país. Continuaram a fazer imensos gastos públicos e tiveram que se valer de empréstimos de entidades financeiras controladas pela União, para mascarar a situação do Tesouro Nacional”, afirmou.

Para Miguel Reale, Dilma cometeu crime e agiu com “gravíssima irresponsabilidade em jogar o país na lama”.  “Vai dizer que não é crime? É golpe”, completou. Ele usou, em sua fala, 19 dos 25 minutos a que tinha direito.

Após a fala do autor do pedido de impeachment, coube ao ministro da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, fazer a defesa de Dilma. Em sua declaração, Cardozo afirmou que a presidente não cometeu crime e que o processo contra ela é “retaliação”.

Miguel Reale afirmou ainda que o país está ávido para ser libertado do “grilhão de mentira e corrupção”. “Estamos ansioso envolvidos numa longa doença que domina a política brasileira, queremos ressurgir para a saúde. Vossas excelências são os nossos libertadores”, disse dirigindo-se aos parlamentares.

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