No dia seguinte à votação, Dilma recebe Wagner, e Temer viaja para SP

Dilma Rousseff

Dilma Rousseff. Foto: Lula Marques/Agência PT

 

Presidente deve fazer pronunciamento à tarde; vice não tem agenda oficial.
Neste domingo (17), Câmara autorizou prosseguimento do impeachment.

 

Filipe Matoso
Do G1

Na manhã seguinte à decisão da Câmara de dar prosseguimento ao processo de impeachment, a presidente Dilma Rousseff se reuniu nesta segunda-feira (18), no Palácio do Planalto, com o seu chefe de gabinete, o ministro Jaques Wagner. Já o vice-presidente Michel Temer, que pode vir a substituir a petista caso o Senado aprove o afastamento, viajou pela manhã para São Paulo, onde tem um escritório político.

Neste domingo (17), por 367 votos a favor, 137 contra, 7 abstenções e 2 ausências, os deputados federais aprovaram a admissibilidade do processo de impeachment. Agora, cabe ao Senado decidir se acolhe ou não o processo.

Se os senadores decidirem dar prosseguimento, a presidente deverá ser afastada por até 180 dias e, neste período, enquanto o Senado irá julgá-la, Temer assumirá a Presidência da República.

Dilma chegou ao Palácio do Planalto às 9h58 desta segunda-feira. Nesta manhã, ela não fez seu passeio matinal de bicicleta nos arredores do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.

Segundo o G1 apurou, ao chegar ao seu gabinete, Dilma teve uma conversa com assessores na qual enfatizou que, apesar da derrota na Câmara, continuará “lutando” porque não cometeu crime de responsabilidade. A presidente também aconselhou seus colaboradores mais próximos a estarem “bem dispostos” para a “nova etapa da luta”.

De acordo com relatos de assessores palacianos, a petista disse aos funcionários do Planalto que não será “fácil” derrubá-la. “Vamos dar trabalho”, disse a presidente, segundo relatos de pessoas próximas.

Na sede do Executivo federal, assessores dizem que está “no radar” a possibilidade de o governo acionar o Supremo Tribunal Federal para questionar supostas “nulidades” no processo de impeachment.

 

Pronunciamento

Desde que a Câmara avalizou a continuidade do impeachment, Dilma ainda não se manifestou sobre o assunto. Coube ao advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, comentar a decisão dos deputados federais.

Em uma entrevista coletiva concedida no início da madrugada desta segunda, o ministro afirmou que o governo recebeu com “indignação e tristeza” o resultado da votação no plenário da Câmara.

Na ocasião, o chefe da AGU informou que a presidente da República irá fazer um pronunciamento nesta segunda para comentar a decisão dos deputados federais.

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