Dilma Rousseff: Brasil tem um “veio golpista adormecido”

Dilma Rousseff

Presidenta Dilma Rousseff. Foto: Roberto Stuckert Filho/ PR

 

Por Ana Cristina Campos e Yara Aquino
Da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (19) que o Brasil tem um “veio golpista adormecido” e que não houve um presidente após a redemocratização do país que não tenha tido um processo de impedimento no Congresso Nacional.

“Se nós acompanharmos a trajetória dos presidentes no meu país no regime presidencialista a partir de Getúlio Vargas, nós vamos ver que o impeachment sistematicamente se tornou um instrumento contra os presidentes eleitos. Tenho certeza que não houve um único presidente depois da redemocratização do país que não tenha tido processos de impedimento no Congresso Nacional. Todos tiveram”, afirmou Dilma, em entrevista a veículos estrangeiros no Palácio do Planalto.

Dilma também ressaltou que se crise econômica fosse argumento “para tirar presidente da República não teria um único presidente da República nos países desenvolvidos que sobrevivesse à profunda crise econômica com desemprego”. Para ela, não é por causa da crise econômica que está ocorrendo a crise política.

A presidenta destacou que a crise atual está acontecendo pelo fato de a eleição de 2014 ter sido vencida por uma margem estreita, de pouco mais de 3 milhões de votos. A petista recebeu 54 milhões de votos. “Essa eleição perdida por essa margem tornou no Brasil a oposição derrotada bastante reativa a essa vitória e por isso começaram um processo de desestabilização do meu mandato desde o início dele. Este meu segundo mandato, há 15 meses, tem o signo da desestabilização política”, afirmou.

 

Eduardo Cunha

Por Filipe Matoso
Do G1

Dilma aproveitou a entrevista aos veículos de imprensa estrangeiros para responsabilizar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pela instabilidade política de seu governo. De acordo com a presidente, “práticas absolutamente condenáveis” ganharam “força razoável” na Câmara assim que o peemedebista assumiu o comando da casa legislativa.

A petista destacou a aprovação, ao longo de 2015, de projetos que elevavam as despesas do governo federal, as chamadas “pautas-bomba”. Para ela, a aprovação de propostas que ela classificou de “populistas” inviabilizavam, na prática, a rigidez fiscal do Executivo.

 

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