Bolsonaro apoia manifestantes que pedem AI-5

O presidente Jair Bolsonaro discursou durante um ato em Brasília que pedia intervenção militar e a volta do AI-5.

A manifestação que fere princípios constitucionais, endossada pela presidente, contraria as recomendações da Organização Mundial de Saúde sobre aglomerações. Dezenas de pessoas ocuparam a frente do Quartel General do Exército com bandeiras do Brasil e cartazes e faixas pedindo o fechamento do STF e do Congresso Nacional.

Em uma caminhonete, Jair Bolsonaro, ex-deputado federal por mais de vinte anos, criticou a “velha política”.

“Nós não queremos negociar nada. Nós queremos é ação pelo Brasil. O que tinha de velho ficou para trás. Nós temos um novo Brasil pela frente. Todos, sem exceção, têm que ser patriotas e acreditar e fazer a sua parte para que nós possamos colocar o Brasil no lugar de destaque que ele merece. Acabou a época da patifaria. É agora o povo no poder”, afirmou o presidente.

Antes da fala de Bolsonaro, manifestantes gritavam “Fora, Maia”, “AI-5”, “Fecha o Congresso”, “Fecha o STF”, palavras de ordem ilegais, inconstitucionais e contrárias à democracia, segundo informações do G1.

O Ato Institucional número 5 (AI-5) vigorou durante dez anos (de 1968 a 1978), no período militar, e foi usado para suprimir as liberdades individuais e cassar opositores ao regime.

“Todos no Brasil têm que entender que estão submissos à vontade do povo brasileiro. Tenho certeza, todos nós juramos um dia dar a vida pela pátria. E vamos fazer o que for possível para mudar o destino do Brasil. Chega da velha política”, explanou Jair Bolsonaro, que tossiu algumas vezes enquanto incentivava as aglomerações.

Além de não acatar as recomendações do órgão máximo de Saúde do mundo, Bolsonaro também demitiu no meio da pandemia Luiz Henrique Mandetta, cujo desempenho era bastante satisfatório e aprovado por quase 80% dos brasileiros, além, é claro, de seguir as recomendações da OMS.

O atual ministro da Saúde, Nelson Teich, ainda não fez coletivas de imprensa para apresentar dados e a evolução do coronavírus e da Covid-19 no país. Tem falado pouco e não se posicionou até o momento sobre as aglomerações aprovadas por Jair Bolsonaro.

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