69% dos brasileiros não pagarão as contas

Desemprego

O instituto Paraná Pesquisas divulgou hoje pesquisa sobre a capacidade do brasileiro de pagar as contas no mês de maio. 69,1% dos entrevistados não conseguirão pagar todas as contas e 28,8% afirmaram que sim; 2,1% não souberam dizer ou não responderam. A pesquisa tem confiabilidade de 95% e toma como amostra representativa todo o país.

Dos 69,1% que não pagarão todas as contas, 27,1% conseguirão quitar a maior parte; 31,3%, a menor parte; e 10,8% das pessoas não pagarão nenhuma das contas no mês de maio.

Os com maior índice de inadimplência estão na região Nordeste com 71,4%; os com menor na região Norte mais Centro-Oeste com 66,4%. A região Sul está com 70,2%; e a Sudeste com 68,4%.

Com exceção dos idosos (61,5%), em relação a faixa etária está equilibrado o percentual, em torno de 70% dos que não conseguirão pagar as contas. O índice escapa na população entre 25 e 34 anos (72,5%).

DESEMPREGO

No dia 15 deste mês, o IBGE divulgou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), que além de desmentir a fala do ministro da Economia Paulo Guedes na reunião ministerial de 22 de abril, divulgada na última sexta, aponta um cenário pouco favorável para os trabalhadores em período de pandemia e pós-pandemia.

Na reunião, Paulo Guedes afirmou que o Brasil começava a voar antes dos impactos do novo coronavírus a partir das reformas, o que não se confirmou em geração de empregos.

Os números da Pnad mostram que taxa de desocupação no primeiro trimestre aumentou em 12 estados e se manteve estável nos demais, na comparação com o quarto trimestre do ano passado. As maiores taxas foram observadas na Bahia (18,7%), Amapá (17,2%), Alagoas e Roraima (16,5%), enquanto as menores em Santa Catarina (5,7%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Paraná (7,9%). As maiores altas no desemprego foram no Maranhão (3,9 pontos percentuais), Alagoas (2,9 p.p) e Rio Grande do Norte (2,7 p.p).

DESEMPREGO NA PANDEMIA

Segundo Moisés Conde Silva de Oliveira, Coordenador do Núcleo de Conjuntura Econômica e Mercado Financeiro (Nucemf) da Unifacs, o desemprego pode dobrar no Brasil no período pós pandemia. Segundo o Instituto Brasileiro de geografia e Estatística (IBGE), hoje existem 12,9 milhões de desempregados no Brasil, 12,2%. A última pesquisa divulgada foi em março.

Estimativas feitas ainda no início da crise, já previam que o desemprego causado pela pandemia poderia duplicar o número de desempregados no Brasil. Sairíamos de uma taxa de 11,6% para 23,8% de desempregados. Isso equivale a 12,6 milhões a mais de pessoas sem emprego, ou seja, 25 milhões de desempregados.

PIB

Os economistas do mercado financeiro baixaram pela 15ª vez seguida a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

As projeções fazem parte do boletim de mercado, conhecido como relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (25) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Para o PIB de 2020, a expectativa de redução passou de 5,12% para 5,89%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Em 13 de maio, o governo brasileiro estimou uma queda de 4,7% para o PIB de 2020, tendo como base a perspectiva de que as medidas de distanciamento social terminarão no fim de maio. O Banco Mundial prevê uma queda de 5% no PIB brasileiro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima um tombo de 5,3%.

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