Leituras da quarentena

Fico besta quando me entendem

Hilda Hilst, poeta brasileira, como se sabe, foi por algum tempo esquecida pelos leitores da segunda metade do século XX. Muitos indicavam que sua escrita era complexa, não se entendia. Em suas várias entrevistas, comentou seus caminhos pela indiferença e perplexidade até o reconhecimento do público leitor. Dedicou-se à escrita por inteiro e defendeu seu trabalho. Muitas de suas reivindicações e interpretações encontram-se no livro Fico besta quando me entendem, organização de Cristiano Diniz das variadas entrevistas que HH concedeu no decorrer de sua vida, publicado pela editora Biblioteca Azul.

Um alemão

Ewald era descendente de mestres-cervejeiros alemães. No início da década de 1950, deixou o Rio Grande do Sul e, em meio à Floresta do Oeste do Paraná, instalou sua pequena indústria de bebidas em uma comunidade de gaúchos. Quinze anos depois, faleceu prematuramente e deixou um filho de dez anos. O menino hoje conta as histórias do pai. O autor de Ewald – um alemão é Luiz Carlos Schroeder, paranaense de Toledo, advogado que já atuou como vereador, professor universitário e juiz do trabalho.

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