Cinema de quarentena

Febre do rato (2011) 

O poeta Zizo, em ‘Febre do rato’, gritou pra Recife: “pelo direito de errar” – o que parece um recado de Cláudio Assis – entre tantas outras poesias. E, depois, foi assassinado pela polícia. O mundo tem mais polícia que poeta. Polícia-polícia e polícia-pessoa. E errar não é direito. Pois deveria. Acaso houvesse mais poeta-poeta e poeta-pessoa, Zizo não seria uma figura desenhada para ser chacota. Da polícia e da pessoa. Zizo não precisaria ser anarquista. E o filme poderia ter sido colorido, real como a vida. Dirigido por Cláudio Assis. 

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