Escolas particulares de Curitiba dizem que estão prontas para reabrir e pedem retomada de aulas

Bem Paraná – Embora ainda não se tenha uma data definida para a retomada das atividades presenciais no Paraná, as escolas particulares de Curitiba estão voltando a “abrir suas portas”. Nesta semana, o Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe-PR) orientou as instituições a convidar alunos, pais e responsáveis para que conheçam as medidas tomadas para cumprir os protocolos de retorno das aulas presenciais, assim que autorizado pelo poder público.

De acordo com Esther Cristina Pereira, presidente do Sinepe, os convites às famílias estão sendo enviados nesta semana e as visitações terão início após o feriado da Independência. O objetivo da ação, explica ainda ela, é mostrar que as instituições de ensino estão prontas para o retorno.

“É um momento difícil, mas estamos tentando fazer alguma coisa. A visita é para mostrar que estamos trabalhando, que estamos engajados”, afirma a presidente do Sinepe. “Queremos fazer com que as famílias percebam, fiquem mais seguras com o que estamos oferecendo. A doença [Covid-19] está aí, todos têm uma preocupação incisiva, mas temos de retornar de alguma maneira”, complementa.

A iniciativa é voltada para todos os segmentos educacionais da rede privada: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, Educação Superior, Escolas de Idiomas e Cursos Livres de qualquer natureza. Além de apresentar as novidades na parte de infraestrutura e logística, contudo, a ideia é também avaliar a atual formação dos estudantes e eventuais medidas pedagógicas, especiais e individualizadas, que possam ser implementadas até o final do ano letivo.

Entre as principais mudanças feitas pelas escolas estão o escalonamento na entrada de alunos, com horários diferenciados e divisão de portões, quando houver mais de uma entrada; a demarcação nos pisos na escola, indicando por onde entrar e sair para evitar movimento intenso; a demarcação de locais de espera para garantir o distanciamento social em lugares como banheiros e refeitórios; a separação das mesas com acrílicos; e o uso de máscaras e EPIs por parte de alunos e funcionários, entre outras.

“A grande ideia é convidar as famílias para que eles vejam o que a escola fez. São 160 dias trabalhando no remoto, fizemos muita coisa. Muitas escolas quebraram paredes, aumentaram salas. Então a família vai lá, leva as crianças, conhece como ficou esse novo espaço”, diz Esther. “Muitas turmas também serão divididas. Uma turma que tinha 25 alunos, por exemplo, vai virar uma turma com 12 e outra com 13. A visitação é para os pais verem que a escola está dentro do protocolo definido pela Secretaria de Saúde junto com a gente.”

‘Esperamos voltar em setembro’, dizem escolas. Sesa não dá prazo
A Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), que é quem definirá quando as aulas presenciais serão retomadas, afirmou nesta semana que, apesar do movimento das instituições privadas de ensino, o retorno das aulas presenciais não é possível neste momento, em virtude do número de novas contaminações pelo coronavírus ainda serem altos no estado. Por outro lado, a expectativa do Sinepe é que até o final do mês as atividades presenciais sejam retomadas. Mais que isso, a pressão é pela definição de uma data para o retorno.

“Verdadeiramente esperamos que em setembro volte, mesmo que com 15, 20% dos estudantes. A curva (de contágio) está abaixando, o Paraná está numa situação interessante e vários estados estão voltando. O que queremos é uma data, para termos certeza de quando vamos voltar, porque não temos nada aqui e isso é difícil, pois tem toda uma organização para ser feita, uma preparação. São coisas que não acontecem de um dia para o outro”, explica a presidente do Sinepe. “Neste momento, estamos aguardando”.

Instituições pedem para retorno começar com alunos menores
Conforme o Sinepe, no Paraná foi definido que o retorno às aulas presenciais começará pelos alunos mais velhos para os mais novos. O sindicato, contudo, tenta fazer com que os gestores públicos revejam essa ideia, retornando as atividades presenciais, primeiramente, com os alunos mais jovens. “Os mais velhos estão noutra pegada com as aulas remotas, então pedimos bastante para rever isso”, diz a presidente do Sinepe.

Ana Baroni, da Escola Creatività, localizada no Batel e que atende crianças de 0 a 3 anos, defende o mesmo. “É um público [os alunos menores] que precisa do atendimento presencial para os pais trabalharen. É um público pequeno, que precisa de um lugar de confiança, com alvará, nutricionista, educadoras por trás do processo.”

Ainda segundo ela, a escola, que atende 100 famílias, foi toda repensada para a retomada das atividades presenciai, inclusive com a contratação de mais gente para a equipe de colaboradores, a instalação de totem de desinfecção, tapete sanitizante e a reestruturação das salas de aula, que passaram a ter metade dos alunos que recebiam antes da pandemia.

“Tudo foi repensado, cada detalhe de cada espaço. Também mandamos fazer um chapéu com acrílico na frente, já com o diâmetro da cabeça de cada aluno. Vamos ter uma educadora para cada três bebês em um espaço amplo, tudo muito controlado”, explica.

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