Banalidade do mal

Nunca consegui aceitar pessoa que veem o mal, a crueldade, a tortura, como algo normal. Também não aceito os indiferentes, os alheios, que fecham os olhos ou que aceitam cometer a crueldade por dever ou por crença numa ideologia fanática.
Da mesma forma que Hanna Arendt, sempre me espanta quem se submete às ordens do tirano, sem ao menos pensar nas consequências, mecanismo que torna normal e burocrático massacres e holocaustos.
Eis um perigo atual: o ressurgir de velhas e novas ideologias de discriminação e ódio aos diferentes. Além desse perigo real, que vemos ressuscitar, existe outro, oposto. À banalidade do mal se opõe o esquecimento do bem, a humanidade parece estar possuída.

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