Em Curitiba, bandeira laranja, na Região Metropolitana tudo liberado

Não tem sentido. Chega a ser uma situação absurda. Curitiba entrou na terceira semana de bandeira laranja, decretada desde o feriado de 7 de Setembro. No início, seriam duas semanas na laranja, que significa risco médio da Covid-19. Na sexta-feira passada, a Secretaria Municipal da Saúde decidiu prorrogar a vigência.

Mas as restrições em Curitiba pouco valem se na Região Metropolitana as baladas estão abrindo as 19h, tamanho o público de Curitiba atrás de festa. Os flagras mostram bares e restaurantes lotados, muitos fazendo novas promoções de festas e bailes para atender a demanda de Curitiba. Em São José dos Pinhais não há restrição nenhuma e a farra come solta. A verdade é que ou as restrições passam a valer para toda a Região Metropolitana ou é melhor acabar com elas, pois os riscos de contágio aumentam geometricamente nos municípios vizinhos, onde as aglomerações são liberadas.

A secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, explica que é importante aguardar o prazo de 14 dias após o último feriado, o de 7 de Setembro, para avaliar o impacto daqueles dias de folga na pandemia do novo coronavírus. Ela lembra que quando foi anunciada a mudança da bandeira amarela para a laranja, no dia 4 de setembro, o número de casos de Covid-19 estava começando a crescer novamente. “Sem essa intervenção, poderíamos ter voltado para uma situação semelhante à de julho, no pico da doença”, completa a secretária. E a Região Metropolitana, secretária?

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