Goura quer um projeto inovador para Curitiba

O deputado Goura prepara seu programa de governo centrado na ideia de superação do projeto que está em vigência desde 1970 e que, segundo ele, já não responde às necessidades que se acumularam desde então pelas mudanças profundas na vida urbana e pelo próprio crescimento de Curitiba. “Em termos de inovação, a gente está estagnado. Curitiba vive desse eco do que ela foi nos anos 70, 80. Da inovação que foi legítima em termos urbanísticos, mas que não foi acompanhada nas décadas seguintes”, observa.

“Somos uma cidade que não tem uma política de compostagem de tratamento de resíduos sólidos. Nenhuma política para mobilidade ativa, não só para os ciclistas, mas os pedestres, as pessoas com deficiência”, afirma. “Uma cidade que reforçou suas desigualdades sociais nos últimos anos. A gente não só tem que ter um projeto de uma Curitiba menos desigual, que seja verdadeira nas suas propostas ecológicas, de sustentabilidade, sob pena de provocarmos um esgarçamento ainda maior das relações sociais”, diz o deputado.

A avaliação é de Goura (PDT), para quem a cidade precisa retomar a formulação de políticas criativas que façam frente às necessidades atuais da população, ainda mais em um cenário de pandemia e aprofundamento das desigualdades sociais.
“Eu acho que a cidade está parada no tempo. A gente vive com contratos com direcionamentos com essas grandes empresas que dominam a cidade há décadas. Reconhecida como referência em urbanismo a partir dos anos 70, as administrações públicas de Curitiba “pararam no tempo”, vivendo dos “louros” do passado, sem conseguir avançar, e sem capacidade de inovação para enfrentar os desafios do presente e do futuro.”

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