Os quatro adversários de Greca

O núcleo duro da campanha de Rafael Greca de Macedo faz análises baseadas e desenham um cenário interessante. Primeiro, a peneira. São 15 adversários, mas, por enquanto, apenas quatro teriam consistência suficiente para que sejam considerados. Dois à direita e dois que se situam no amplo espectro de centro-esquerda. Os outros onze seriam quase figurantes em busca de um lugar ao sol. Vamos lá, Fernando Francischini e João Guilherme, do Novo à destra, e João Arruda e o deputado Goura à esquerda.

João Arruda, do MDB, é herdeiro da longa tradição politica de um partido que já governou a Prefeitura e por longo período empalmou o governo do Estado na figura de Requião. Defende um programa baseado fortemente na defesa de interesses sociais amplos. Preocupa-se com o quadro crítico que todos vão enfrentar depois da pandemia, quando teremos índice altíssimo de desemprego, salários achatados e serviços públicos pressionados. Seu programa está concentrado nas questões sociais e privilegia saúde, emprego, educação, abastecimento e transporte coletivo.

Deputado Goura é a outra candidatura à esquerda e a grande novidade na campanha porque defende um programa de governo centrado na ideia de superação do projeto que está em vigência desde 1970 e que, segundo ele, já não responde às necessidades que se acumularam desde então pelas mudanças profundas na vida urbana e pelo próprio crescimento de Curitiba. “Em termos de inovação, a gente está estagnado. Curitiba vive desse eco do que ela foi nos anos 70, 80. Da inovação que foi legítima em termos urbanísticos, mas que não foi acompanhada nas décadas seguintes”, observa.

Fernando Francischini, o melhor posicionado até agora, é tido como candidato há dois anos. Tem a grande vantagem de se apresentar com grande nitidez ideológica. Não esconde que é de direita, e tem orgulho em dizer que vem da base que elegeu Jair Bolsonaro presidente da República. Em seu programa de governo destaca-se, antes de tudo, a segurança pública. Não sem razão. Sua origem profissional é a de delegado da Polícia Federal. E completa com uma promessa de revisão de contratos e moralização da Prefeitura.

João Guilherme de Moraes, do Partido Novo é o outro candidato a direita. Foi candidato a vice de Ney Leprevost na última eleição. Seu discurso tem os traços do neoliberalismo. Abertura da economia, redução da máquina pública, programa de moralização das relações entre o executivo e o Legislativo. E como cereja de seu bolo, o discurso moralista contra os “políticos de carreira.”

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