Vamos comemorar

Há sim o que comemorar além da derrota de Donald Trump. Os partidários das democracias, dos valores da tolerância, do progresso social e dos direitos individuais, das sociedades abertas e do respeito às minorias, do conhecimento científico e do amor à cultura podem comemorar – nos Estados Unidos, no Brasil ou onde estiverem – a derrota de uma das grandes ameaças às suas ideias desde que se consolidaram no Ocidente. A vitoria de Joe Biden, nas eleições presidenciais dos EUA, a maior potência mundial, freia o ímpeto fascistóide que nos aflige. Biden não é um candidato perfeito e inspirador. Eu torcia por Bernie Sanders. Mas Biden e Kamala Harris representam o regresso à Casa Branca da moderação, do respeito aos princípios e às instituições democráticas, assim como a volta ao diálogo e ao multilateralismo no cenário internacional. Seu sucesso é uma mudança de era para seu país e para o Ocidente. Espero que essa mudança se reflita aqui, neste Brasil afundado em desesperança, sob o tacão de um homem atrabiliário e desprezível em sua ignorância. Agora vamos torcer para que a inteligência retorne às oposições brasileiras e tenhamos uma expectativa real de mudanças em 2022.

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