“O mais humano dos deuses”

Hoje a América Latina amanhece sem um dos seus gigantes do futebol.

Maradona faleceu ontem, dia 25 de novembro de 2020. Um ano inacreditável.

Diego Maradona mostrou que um jogador de futebol também deve pensar sobre o seu contexto político. Posicionou-se a favor da libertação latino-americana, apoiando líderes de esquerda como Fidel Castro.

Hoje emociona o seu país e milhares pelo mundo. Em uma de suas últimas entrevistas questionou-se: “me pergunto se ainda vão me amar”. Em resposta no Twitter, entre muitos admiradores, estava o presidente Lula, que escreveu: “sempre”.

O comentarista Walter Casagrande, em fala sobre a morte de Maradona também se emocionou ao dizer “sofro muito quando morre um dependente químico”. Colocando em questão um tópico muito importante da vida de Maradona e a importância da desmistificação e apoio aos dependentes químicos.

Eduardo Galeano nos legou a descrição definitiva do imortal Maradona: “um deus sujo e pecador, o mais humano dos deuses”.

Segundo Galeano, Maradona não era rápido, mas “tinha olhos em todo o corpo”.

“Maradona é incontrolável quando fala, mas mais ainda quando joga. No futebol frígido do final do século, que exige vencer e proíbe a diversão, este homem é um dos poucos que mostram que a fantasia também pode ser eficaz”.

Questionado sobre quem era melhor, Messi ou Maradona, ressaltou que “eles não são comparáveis, e na vida devemos parar de comparar o tempo todo”.

Poucas horas depois da morte de Galeano em abril de 2015, Maradona o homenageou no jornal La Nación:

“Obrigado por me ensinar a ler futebol. Obrigado por lutar como um 5 no meio do campo. Obrigado por me compreender, também. Obrigado, Eduardo Galeano: a equipe precisa de muitos como você. Vou sentir saudades.”

 

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