Carluxo faz lei para proibir o ‘todes’ e ‘todxs’

Passada a eleição, Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) voltou a dar atenção ao legislativo carioca e apresentou dois novos projetos de lei na Câmara dos Vereadores.

Em um deles, quer proibir o uso de “novas formas de flexão de gênero e de número” do português, ou seja, banir a neutralização de gênero no vocabulário. A medida valeria nas escolas municipais mantidas pela Secretaria Municipal de Educação, na rede particular de ensino da cidade e em editais de concursos da Prefeitura. O projeto prevê punições para os colégios particulares que desobedecerem a medida, como advertência e suspensão do alvará de funcionamento.

Segundo Carluxo, a língua está sendo “pervertida para atender às pressões de grupos ínfimos que pretendem derrubar sua norma culta para implementar uma degenerescência canhestramente chamada de linguagem neutra”. O 02 diz ainda que mudanças linguísticas não acontecem para “atender pautas identitárias imaginárias e na contramão da ciência biológica”.

Nada de “todes” ou “todxs”, “querides” ou “queridxs” e assim por diante. As informações são do Lauro Jardim.

No outro projeto, Carluxo quer que condenados por crimes de menor potencial lesivo possam trabalhar em cemitérios do município, clínicas de reabilitação, hospitais psiquiátricos, parques e jardins para cumprir a pena.

A proposta prevê que essas estruturas do município fiquem à disposição da Justiça do Rio para usar nas sentenças e que o gestor de cada unidade vai definir o trabalho a ser feito pelo condenado, seguindo a ordem judicial.

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