Continuamos sem vacina

O que mais queremos saber não foi dito. Ontem, o presidente Bolsonaro, acompanhado do ministro Pazuello, apresentaram ideias sobre a operacionalização do plano de vacinação contra a covid-19, mas não disse quando começa a vacinar. Saiu-se com a alegação de sempre. As vacinas só serão distribuídas depois de aprovação da Anvisa. Forma que o governo federal encontrou para justificar seu atraso.

Novidade? O governo Bolsonaro teve que dar o braço a torcer e admitiu a Coronavac chinesa, produzida no Brasil pelo Butantã. No mais trabalha com a adesão de vacinas de Oxford, da Pfizer, da Biotech, da Moderna e da Janssen. O plano prevê a entrega de 2 milhões de doses da imunização da Pfizer até março.

Durante apresentação, o presidente Jair Bolsonaro baixou a guarda e afirmou que Estados e Governo federal atuam em parceria na busca de uma solução para a pandemia. “Se algum de nós exagerou foi no afã de buscar solução”, disse Bolsonaro.

O Brasil beira os 7 milhões de infectados e se aproxima de 183.000 mortes. Enquanto isso, os países mais adiantados do planeta e os de governos de bom senso estão vacinando. Os 27 países da União Europeia iniciarão suas campanhas de vacinação contra a covid-19 “no mesmo dia” como um sinal de unidade.

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