Nos 86 anos do Porto de Paranaguá, Ogmo celebra a importância dos trabalhadores

Responsáveis por uma das atividades essenciais que não parou durante a pandemia, trabalhadores portuários gerenciados pelo Ogmo Paranaguá são parte fundamental da história do maior porto brasileiro, que faz aniversário nesta quarta-feira. 

Na quarta-feira, 17 de março, o Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná, completou 86 anos em operação, ocupando lugar de destaque entre os maiores da América Latina e do Brasil. Segue também batendo recordes de movimentação: em 2020, mesmo diante da pandemia do novo coronavírus, o Porto de Paranaguá movimentou, ao todo, 57 milhões de toneladas de produtos, um crescimento de 8% em relação ao ano anterior.

O bom desempenho deve se repetir em 2021, impulsionado pelo câmbio e pela demanda internacional. A confirmação desse resultado, no entanto, depende dos verdadeiros agentes construtores da história do Porto de Paranaguá: os trabalhadores portuários, responsáveis por uma das atividades essenciais que nunca parou durante a pandemia. Ao todo, mais de 4 mil trabalhadores acessam diariamente as instalações do Porto de Paranaguá, entre trabalhadores portuários avulsos (TPAs), operadores portuários (OPs) e prestadores de serviço.

Gerenciar essa volumosa mão de obra, garantindo o dinamismo e a qualidade das operações portuárias, além de assegurar as melhores práticas para os TPAs e OPs, é a missão do Ogmo Paranaguá – Órgão de Gestão de Mão de Obra do Trabalho Portuário do Porto de Paranaguá. Entidade civil sem fins lucrativos, o órgão atua há 26 anos na administração do fornecimento de mão de obra avulsa aos trabalhadores portuários de Paranaguá, com quem divide um papel de extrema relevância no desenvolvimento do porto com qualidade e segurança.

Atualmente,  o Ogmo Paranaguá gerencia cerca de 3 mil trabalhadores, representados por seis sindicatos laborais que atendem 28 operadores portuários. O órgão é o responsável por fazer a conexão entre os OPs e os TPAs, investindo com frequência na modernização e criação de ferramentas que facilitam o acesso dos TPAs às oportunidades de trabalho a partir de critérios técnicos e de forma igualitária. Uma delas é a disponibilização das escalas em formato eletrônico.

A figura do Órgão de Gestão de Mão de Obra do Trabalho Portuário, Ogmo, foi criada em 1993, pela Lei de Modernização dos Portos Nº 8.630, que atribuiu exclusivamente ao órgão o dever de administrar o fornecimento da mão de obra portuária. Além disso, o órgão também é responsável por atribuições como cadastro, registro, seleção, expedição de documentos e treinamento dos TPAs; repasse dos valores relativos à remuneração e encargos dos OPs aos TPAs; zelar pelas normas de saúde, higiene e segurança no trabalho portuário; entre outros.

Foto: divulgação.

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