Pazuello blinda Bolsonaro

Na CPI da Pandemia, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello mostrou-se preocupado unicamente em blindar Jair Bolsonaro. Não admitiu nenhuma afirmação dos senadores que pudesse responsabilizar o presidente da República, mesmo que suas afirmações fossem desmascaradas pelos fatos.
Disse, por exemplo, que a pasta apoiou medidas restritivas de Estados e municípios independente de ideologia. O presidente Jair Bolsonaro critica recorrentemente esses tipos de decisão de governadores e prefeitos.

Ou seja, desviou das acusações e sempre que pode atribuiu responsabilidades aos governantes locais. Lembrou que o STF decidiu, em abril de 2020, que Estados e municípios têm autonomia para tomar as medidas que acharem necessárias para combater o coronavírus. Governadores e prefeitos também podem definir o que são serviços essenciais.

Ele disse que nunca foi orientado pelo presidente Bolsonaro, que defende o uso da cloroquina, para implementar o chamado tratamento precoce. “O que o Ministério da Saúde fez foi só isso, seguindo o Conselho Federal de Medicina, de uma forma clara, dizer: a prescrição é do médico. E outra coisa, isso é o que eu acho, é o que eu penso. Essa calça não veste em mim, eu não acho que se deva distribuir medicamento “a”, “b” ou “c” por aí sem prescrição médica. Eu não concordo com isso, e eu não deixei isso”, completou.

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