“To do or not to do”

Shakespeare, através da peça “Hamlet”, no ano de 1600, lançou uma das frases indagativas mais perenes que se conhece “to be or not to be, it’s a question”. Ser ou não ser, eis a questão. Modernamente, em tempos de pandemia, muito provavelmente esse maravilhoso autor nos trouxesse outra indagação, a que dá título a este artigo “to do or not […]

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A consciência culpada

Com a pandemia estamos assistindo a uma persistente, e isso além do mundo acadêmico, avaliação dos nossos padrões de desigualdade e num nível não limitado à questão racial para uma apreciação sobre os estratos de classe econômica. Dá a impressão de uma espécie de sentimento de culpa como se a Covid-19 nos convocasse para uma ida a um divã coletivo […]

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Retorno

O pé direito se move, o esquerdo também, o direito avança, em seguida o esquerdo, o asfalto irregular fica ali, há segundos, já estou em outro fragmento desta via, agora sem buracos, e continuo a me mover cada vez com mais velocidade.  Centenas, milhares de casas, uma ao lado da outra, sobre, embaixo, casa dentro de casa no bairro dez quilômetros distante do centro, de […]

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Feliz aniversário, Solda!

Nome completo: Luiz Antonio Solda, ou Prof.Thimpor, ou Nora Drenalina. Idade: menos de 70 e mais de 40. Profissão: Cartunista obsoleto, poeta, publicitário reformado, fundador da Academia Paranaense de Letraset, nefelibata, taquifágico, soníloquo e taxidermista nas horas de folga. Mensagem da Secretária Eletrônica: A vida é bela só não vale chute na canela. Comida que mais gosta: Rollmops com chocomilk, […]

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Onde nem quando

Joana sai do hotel, um, dois, três passos na calçada e a certeza: está na praia. Setenta, sessenta, talvez cinquenta passos a separam do oceano. Não realiza o ritual desde fevereiro de 2020, com mais precisão, desde 26 de fevereiro, Carnaval daquele ano, antes do início da pandemia. Hoje, tantos (quantos?) meses, mais de um ano depois, ela e quase todos podem experimentar quase tudo o que anteriormente era possível.  Os […]

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A vergonha de cada um

Há tempos queria escrever sobre os dias cínicos que vivemos. Se tivesse espaço e tempo, narraria com prazer as incontáveis histórias de vergonha que ouço, leio e vejo todos os dias.  O fato é que quando me deparo com situações dessa natureza, nunca deixo de pensar em Dom Pompório, o monge glutão que costumava “envergonhar” o mosteiro em que vivia, por comer excessivamente. De autoria do contista italiano Franco Sachetti (1332-1400), que com seu bom humor, […]

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