Franz Kafka ou Uma agonia sem êxtase

1 Como escrever um romance, um grande romance, capaz de resistir ao influxo corrosivo do tempo? Como concebê-lo, nas suas coordenadas estruturais, nos seus parâmetros definidores? Como arquitetá-lo, no tempo e no espaço, injetando-lhe sangue, impregnando-o de nervos, infundindo-lhe vida autêntica? Para isso – não é necessário que saias de casa. Fica à tua mesa e conta. Não contes, sequer […]

Continue lendo »

Um novo olhar (crítico) sobre a “Opus Majus” de Albert Camus

1 O que representa, em última análise, “A peste”? O romance é plurissignificante, polissêmico. Não será possível captar nele um significado, uma interpretação, uma “leitura” unívoca. Começa por participar do simbólico e do imagético. É fábula, alegoria, parábola. Mais do que isso: metáfora transparente. Suma antiteológica (fragmento da suma que é a “opera omnia” camusiana), reflexão pascaliana (só em parte, […]

Continue lendo »

Da amizade & dos amigos

Com base na leitura de livros, jornais e revistas, tive oportunidade de coligir, ao longo das últimas décadas, dezenas e dezenas de pensamentos, epigramas, aforismos, provérbios, máximas etc., gravitando em torno de um dos temas da minha especial predileção. Refiro-me à amizade e aos amigos. Esses fragmentos amistosos – ou amicais – são por vezes semelhantes, formal e conteudisticamente. Mas […]

Continue lendo »
1 2